"Eu não tomei vacina", diz Bolsonaro após ser alvo de ação da PF que investiga adulteração em cartões de vacinação

  • 03/05/2023
"Eu não tomei vacina", diz Bolsonaro após ser alvo de ação da PF que investiga adulteração em cartões de vacinação

Foto: Reuters

Após ser alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (3), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu entrevista à Rádio Jovem Pan. Na entrevista, o político afirmou que não houve adulteração de seu cartão de vacinação, pois ele não teria tomado a vacina. "Não existe adulteração da minha parte. Eu não tomei a vacina, ponto final, nunca neguei isso", afirmou Bolsonaro.

Pontua-se que na manhã desta quarta-feira (3), a casa do ex-presidente foi alvo de uma busca e apreensão determinada pelo ministro do Supremo tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A ação foi definida no âmbito do inquérito das milícias digitais, e apontam para uma possível alteração dos cartões de vacinação de Bolsonaro e de sua filha Laura, de 12 anos. Segundo informações até o momento divulgadas, a fraude nos cartões de vacinação teria ocorrido em 21 de dezembro, dias antes de Bolsonaro embarcar para os Estados Unidos, onde ficou por três meses.

Salienta-se que, no país americano existe limitação de acesso, ou seja, o país exige que turistas apresentem comprovação de imunização contra Covid-19. Porém, Bolsonaro alegou, também durante entrevista, que seu cartão de vacinação nunca foi solicitado para acessar local nenhum.

A Polícia Federal indicou que o celular do ex-presidente foi apreendido durante a operação desta quarta-feira. Explica-se, ainda, que o político deveria ser ouvido pela PF, contudo, teria se recusado a prestar depoimento sobre o caso de adulteração dos cartões vacinais.

Prisões

A ordem expedida por Alexandre de Moraes decretou a prisão de seis pessoas, entre elas o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o coronel Mauro Cid. A prisão de Cid é preventiva, portanto, o despacho do ministro do STF considera que livre ele poderia danificar provas e evidencias.

Outros cinco suspeitos também foram detidos:


  • sargento Luis Marcos dos Reis, que era da equipe de Mauro Cid;

  • ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros;

  • policial militar Max Guilherme, que atuou na segurança presidencial;

  • militar do Exército Sérgio Cordeiro, que também atuava na proteção pessoal de Bolsonaro;

  • secretário municipal de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha.

  • Condutas investigadas

    De acordo com a Polícia Federal, as condutas sob investigação tendem a enquadrar-se em quatro espectros criminais:


    • infração de medida sanitária preventiva;

    • associação criminosa;

    • inserção de dados falsos em sistemas de informação;

    • corrupção de menores.
    • Por Paulo Junior
      Miséria.com.br

#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. SE NÃO FOR POR AMOR

Amado Batista

top2
2. Já Não Sei Mais Nada

Bruno & Marrone

top3
3. Passáro de Fogo

Paula Fernandes

top4
4. Chuva de Honestidade

Flávio Leandro com Cícero Mendes e Chico Justino

top5
5. Mozão

Lucas Lucco

Anunciantes