Ceará registra aumento de 9,7% em casos de LGBTQIA+fobia em 2025; Cariri soma 44 ocorrências
- 16/01/2026
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Foto: Reprodução/JusBrasil
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o Ceará registrou, em 2025, um total de 408 casos de violência motivada por LGBTQIA+fobia, um aumento de 9,7%, em comparação ao ano de 2024. Do total, 317 ocorrências foram classificadas como homofobia e 91 como transfobia.
Entre os municípios cearenses, Fortaleza lidera o número de registros, com 227 casos, seguida por Sobral e Juazeiro do Norte, ambas com 18 ocorrências. Caucaia aparece na sequência, com 13 casos. No recorte regional, o Cariri somou 44 registros, concentrados principalmente em Juazeiro do Norte, Caririaçu e Crato.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o Ceará registrou, em 2025, um total de 408 casos de violência motivada por LGBTQIA+fobia, um aumento de 9,7%, em comparação ao ano de 2024. Do total, 317 ocorrências foram classificadas como homofobia e 91 como transfobia.
Entre os municípios cearenses, Fortaleza lidera o número de registros, com 227 casos, seguida por Sobral e Juazeiro do Norte, ambas com 18 ocorrências. Caucaia aparece na sequência, com 13 casos. No recorte regional, o Cariri somou 44 registros, concentrados principalmente em Juazeiro do Norte, Caririaçu e Crato.
10 municípios do Ceará com maiores registros
- Fortaleza - 227
- Sobral - 18
- Juazeiro do Norte - 18
- Caucaia - 13
- Caririaçu - 7
- Crato - 7
- Eusébio - 6
- Maranguape - 6
- Aquiraz - 6
- Iguatu - 6
- Juazeiro do Norte - 18
- Caririaçu - 7
- Crato - 7
- Barbalha - 3
- Missão Velha - 2
- Jardim - 2
- Altaneira - 1
- Mauriti - 1
- Assaré - 1
- Aurora - 1
- Nova Olinda - 1
- Total: 44
- Residência Particular -91
- Via Pública -74
- Ambiente Virtual (Internet) - 59
- Casa Comercial -37
- Não Informado- 26
- Bar/Restaurante, etc - 18
- Hospital, Clínica, etc -17
- Campo de Futebol (Subúrbio) -2
- Farmácia - 2
- Estacionamento - 2
- Favela- 2
- Indústria - 2
- Rodovia- 2
- Estádios/Ginásios, etc - 1
- Fortal - 1
- Hotel, pensão, etc - 1
- Aerorporto/Porto/Rodoviária - 1
- Sindicato -1
- Ônibus - 1
- Creche - 1
- Mercado Público, Feira - 1
- Clube - 1
- Aeroporto - 1
- Propriedade Agrícola- 1
- Domingo - 54
- Segunda - 64
- Terça - 53
- Quarta - 59
- Quinta - 47
- Sexta - 65
- Sábado - 66
- 15h - 35
- 10h - 33
- 14h - 27
- 19h - 26
- 11h - 25
- 12h - 24
Cariri concentra 44 casos em 2025
Juazeiro do Norte, Crato e Caririaçu lideram o ranking do Cariri ¦ Foto: Getty ImagesNo Cariri, Juazeiro do Norte contabilizou 18 casos, sendo 14 de homofobia e quatro de transfobia, o que representa uma queda de 10% em relação ao período anterior. O município ocupa a terceira posição no ranking estadual.
A maioria das ocorrências foi registrada em vias públicas (5) e residências particulares (4), com maior incidência às segundas-feiras, com 7 casos. Os horários com mais registros foram 10h, 20h e meia-noite.
Os dados apontam que a maioria das vítimas em Juazeiro do Norte são homens gays, que representam 38,9% dos casos. Em relação ao gênero, homens cis correspondem a 44,4% das vítimas, enquanto mulheres cis somam 22,2%.
Em Caririaçu
Já Caririaçu apresentou um aumento de 600% nos registros, totalizando sete casos em 2025, o que coloca o município na quinta posição no estado. A maioria das ocorrências aconteceu em vias públicas, residências e no ambiente virtual. As vítimas são majoritariamente mulheres cis, e os registros se concentram principalmente às terças-feiras.
No Crato, foram contabilizados sete casos, representando um aumento de 75% em relação ao período anterior. Desses, seis foram classificados como homofobia e um como transfobia. As ocorrências se distribuíram entre residências, vias públicas, espaços religiosos, eventos e estabelecimentos comerciais. O município ocupa a sexta colocação no ranking estadual, com maior número de casos aos sábados.
Casos no Cariri
Residências e vias públicas lideram ocorrências
Em todo o Ceará, os locais com maior número de registros foram residências particulares (91 casos) e vias públicas (74). O ambiente virtual, incluindo redes sociais e plataformas digitais, aparece em terceiro lugar, com 59 ocorrências, reforçando o papel da internet como espaço recorrente de violência simbólica e verbal.
Locais de Ocorrência no Ceará
Os dados também indicam que os casos se concentram principalmente às sextas-feiras e sábados, e nos horários entre 10h e 15h, além do início da noite.
Dias da Semana
Horários com mais registros
LGBTQIA+fobia e a Lei 7.716/1989
Foto: Reprodução/JusBrasilLésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais ou Travestis, Queer, Intersexo, Assexuais. As violências motivadas pela orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa LGBTQIA+ são o que definem a LGBTQIA+fobia.
Para combater esse tipo de discriminação e preconceito, em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo. A decisão tem validade até que o Congresso Nacional edite uma lei específica que regule esse tipo de crime. É que o Brasil não possui legislação específica para punir crimes associados à LGBTQIA+fobia. Em caso de homicídio doloso em que ficar comprovado que o violador teve a intenção de matar o crime passa a ser qualificado por configurar motivo torpe.
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Nathalie Fernandes
Miséria.com.br
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